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domingo, 16 de junho de 2024

reflexões

Às vezes a vida nos convida a sentar e a escrever. É o que decidi fazer hoje. Eu sei que a maior das lições da vida é aprendermos a estar no presente, e a aproveitar esse presente. Acho que tenho o maior dos privilégios, na verdade, que é muitas vezes ter que lidar com perdas. Assim, aprendo a me manter centrada, no presente, no instante. Que passa tão rápido. Mas que deixa tanta coisa boa. Ou não, também. Mas deixa algo. E quando esse algo se transforma em vontade de viver? De mudar? De se engrandecer? É assim que tenho me sentido. Tem momentos que o presente corrói, mas corrói também lembrar do passado, que tanto doeu. Ou que tanto foi bom, e que não existe mais. A vida sabe que eu sei, às duras e leves penas, que tudo termina (será meu plutão conjunção com ascendente escorpião?). Um dia também terminaremos. Mas o presente tem sido generoso comigo. Muito generoso. Ele termina, no presente do indicativo, mas tem algo que fica. Tem algo que vai ficar, no futuro. E tem algo que ficará, também, no pretérito perfeito. E que perfeito. Admito que, de certa forma, cansa viver tantas e tantas perdas em pouco tempo. E espero que, em algum momento, isso possa cessar pra que eu possa, enfim, viver a vida com mais leveza, pelo menos. Mas viver é bom. Obrigada, vida. Obrigada. Te amo hoje e sempre, no presente, no passado, e sei que no futuro. Porque o que eu amo já faz parte de quem eu sou.

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

da alma

eu podia lhe falar umas poucas e boas. podia lhe falar muito mais do que já lhe falei; afinal, sei da minha postura introvertida. a mágoa faz doer as palavras até mesmo não ditas, e é incrível como consegui finalmente encontrá-las (elas estavam muito bem escondidas).
não me importa o quanto você sofreu na vida, ou o quanto você é louco. não me importa, tampouco, sua postura de lamentação quando tratamos de um sexo casual. na verdade, percebi que muita coisa não me importava, que eu não me importava também em me relacionar de verdade com você. acho que talvez a minha postura de pouco me importar era o grande escudo anti-envolvimento que eu percebi que funcionou muito bem. afinal, o ligar o foda-se faz a gente não ficar ansioso, nem com expectativas além da conta e simplesmente aproveitar o momento e boa. o momento imposto por você ao dizer que não queria nada sério. tá certo. continuamos seguindo com nada sério.
me ausentei, adotei a postura passiva - você quem condicionou o relacionamento, percebeu? - até que você me deu sinais de envolvimento e me falou dos seus sentimentos. eu permaneci calada quanto aos meus. eu não queria desgaste, e eu não sabia o que sentia por você. só sabia que deveria ir com cuidado, com cautela, porque não te conhecia e não queria me machucar. feito.
você chegou a me dar mancada umas duas vezes. mancadas essas que me deixaram enfurecida. esperei a raiva passar pra poder contornar e voltar a falar com você - afinal, vc veio atrás as duas vezes. você não se desculpou de relance: a desculpa veio da oportunidade que eu dei pra vc se desculpar. incrível como vc reconhece a própria cagada mas não tem iniciativa pra pedir desculpas. covardia.

enxergo em você um homem que não quero pra mim. enxergo em você o homem problemático, louco, bipolar, inconstante, covarde. enxergo em você alguém que teria que muito mudar - ou muito lutar - pra ficar comigo.
mas, ao mesmo tempo, percebo que eu gosto de você. eu gosto do seu jeito, gosto do seu toque, do seu cheiro, dos seus olhos. mas eu paro por aqui, porque não quero gostar.

uma vez minha prima me disse que um relacionamento só vale a pena mesmo quando nos entregamos totalmente. talvez esse não tenha valido a pena. minha memória reluta em lembrar dos bons momentos. me vejo quase que em um escudo de sentimentos. nada sinto, só sinto o alívio de você ter me ignorado. afinal, eu não queria me envolver com você.
mas fica o resquício da dor... a dor de ser rejeitada. (ou a dor de rejeitar?)


só não sinto muito...


segunda-feira, 14 de outubro de 2013

silêncio

na falta de palavras, completa-se com calmaria.

sábado, 29 de junho de 2013

sendo

Há momentos em que você sente tudo.
Há outros em que você nada sente. Ou acha que nada sente.
Momentos em que você transborda e precisa extravar.
Outros em que sua alma não se arrisca.
Há momentos que você está desencanado.
Outros, preocupado.
Há algumas crises de insegurança - mas que elas só fiquem em "algumas"
Há outras em que você se sente em paz.
Há momentos de ansiedade, tensão, choro.
Outros em que você se sente muito forte.
Há momentos em que você se vê apaixonado.
Outros, que acha que é bobagem.


Ser [Humano] tudo isso em poucos dias é uma experiência e tanto.

No momento estou bem, obrigada.

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Gostar é uma escolha

Relacionamento amoroso é realmente sempre um tiro no escuro, e nunca se sabe ao certo quais as marcas, sejam elas boas ou ruins, que ele vai deixar. Mas uma coisa é certa: você nunca sai ileso de um, nem que seja para refletir sobre alguma coisa de sua vida. É nos relacionamentos que nos enxergamos; são quase como que um espelho, mas visto de outra perspectiva, àquela a qual você nunca havia pensado a respeito. Pois é... Mas a melhor sensação que descobri recentemente após mais um término é a auto satisfação. Até então nunca havia tido essa sensação; muitas vezes me perguntava se eu havia feito a coisa certa, se não tinha vacilado aqui ou ali, e me sentia culpada pelo fim. Em relação aos outros relacionamentos eu senti, também, que eu não havia sido eu mesma, mas sim que havia me mudado pro relacionamento não acabar. A maldita insegurança dele acabar. Não que seja tudo perfeito, nunca é, mas a segurança diz pra você que sim, que você fez tudo certo e que não vacilou, e foi isso que felizmente me aconteceu dessa vez, juntamente ao "não temer o fim". A culpa ou então o "será que eu fiz a coisa certa?" são sentimentos que acompanham sempre nossa vida e aprendizagem, mas dessa vez consegui terminar o relacionamento muito bem dentro (e fora) de mim. Apesar das mágoas, não as deixei me afetarem profundamente. Sempre observei todo o meu comportamento e mesmo o comportamento do outro, tentando entender o que se passava. Também não me entreguei a algo incerto, sabendo que a outra pessoa não estava tão disposta como eu. Mas fiz tudo que estava ao meu alcance, sabendo exatamente até onde ir pra poder, caso fosse necessário, me proteger. E aí que concluí que relacionamento é uma escolha, principalmente. Pode-se até amar involuntariamente, porque os sentimentos 'acontecem', mas só alimenta o sentimento quem quer. Também não ignorei o que eu sentia; sempre levei meu coração em consideração. Dessa maneira, alcancei certo equilíbrio: posso ter gostado, mas não me jogado; pode ter doído, mas não dilacerado. E sinto que fui eu mesma 100% do tempo, sem medo.
O sentimento que mais dói e é inevitável é a desilusão, mas que sem a sua companheira, a ilusão, nenhum relacionamento começaria. E a desilusão é, decerto, o sentimento essencial para um fim.

sábado, 15 de setembro de 2012

Paciência

A verdade é nua e crua: não tem por que se desesperar. Calma, que tudo tem o tempo certo pra acontecer. Acho que uma das grandes questões da vida é, "por que não aconteceu sendo que me esforcei tanto?".
Não era a hora, por mais difícil e doloroso que seja para todos os seres humanos entenderem isso. Sei que parece simplista toda essa argumentação, e de certa forma o é. Mas acredito ser a verdade mais verdadeira que existe. Quanto mais ansiedade, mais infelicidade. Então não há porquê se desesperar e querer que tudo aconteça em um certo momento.
Deixa a vida, que ela dá conta do recado. É tão simples. Ou não.

domingo, 24 de outubro de 2010

felicidade apaziguadora

Tenho me sentido feliz que poderia deitar na grama molhada e abraçar o mundo depois de uma tempestade.