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sexta-feira, 11 de agosto de 2023

Com COVID mas cantando

when the moon is in the seventh house 
and Jupiter aligns with Mars 
then peace will guide our planets 
and love will steer the stars

terça-feira, 12 de novembro de 2013

o homem mais triste

Você, entre todos os homens os quais me aproximei, é o mais triste de todos. 

Encara a vida difícil que tem como algo muito simples. "Todos dizem que minha vida é trágica", me disse logo no primeiro encontro. Estranhei, afinal, quem lida com a tristeza de forma tão tranquila e direta a uma desconhecida? Ele conta os tão terríveis causos como se contasse sua rotina. A tristeza é parte de sua rotina, não a estranha nem questiona. 
"Não sei se consigo escrever assim como você", disse sobre meus contos. Ele, que tanto gosta de histórias e literatura, não consegue transformar em uma narrativa coerente o que se passa em sua cabeça. "Você não conseguiria dar coesão nem coerência a um texto, não é?", perguntei a ele. "Isso mesmo". A minha teoria estava certa...
Gosta de mostrar os livros que havia comprado, gosta de contar algumas coisas que havia lido. Isso eu gostava nele...
Gaba-se quando se vê como louco; ele não só não esconde a loucura como faz questão de mostrá-la a todos. Orgulha-se em ser louco, em vestir essa máscara. Não pensa nas consequências de sua loucura, tampouco sabe lidar com o que se passa em sua cabeça. Ele é um louco que jamais procurará ser menos louco. Afinal, ser louco é tudo que ele tem, é tudo que ele é. Se ele perder isso, quem passará a ser?
Entre os momentos que vivi ao seu lado, o seu passado é tão vivo que aparece a cada minuto de conversa com ele. "Eu quase morri várias vezes", ele disse. "Pois então, você é praticamente um super-homem", eu brincava, querendo trazê-lo ao presente. Mas ele não consegue permanecer no presente por muito tempo; sua memória triste é tão viva, senão mais viva que qualquer acontecimento feliz (ou atual) de sua vida. Triste.
Consegui trazê-lo ao presente por alguns dias, talvez. Os dias os quais ele disse que não parou de pensar em mim; os quais a gente riu e fez piadas juntos. Os quais me senti gostando de um moço triste que havia, pela única vez, mostrado um lado o qual não esparava nem conhecia. Mas não durou por muito tempo. A tristeza venceu mais uma vez e voltou a contar histórias do seu passado sombrio. Uma vida difícil. 
Mas nada é mais difícil do que sucumbir à tristeza e à memória dessa forma. Você é o homem mais triste que eu já beijei.  


domingo, 25 de agosto de 2013

Não poderia deixar passar

São 5 a.m., acabo de voltar de uma casa noturna na minha cidade. O lugar foi inaugurado recentemente, mas o que se observa ali já é de anos.
São pessoas preocupadas em arranjar alguém para passar a noite, em beber para esquecer, em se divertir para se libertar.
O clima parece de diversão, mas não se engane: é possível visualizar em cada rosto algum tipo de angústia tremenda. A diversão também nos parece momentânea; após o efeito do shot de tequila o desânimo aparece como a ressaca do dia seguinte.
O não ficar com alguém é algo comprometedor ao sucesso da noite. Mas o ficar também se torna algo vazio; afinal, é só por aquele momento e nada mais.
As músicas, já tocadas há anos, soam agora repetitivas, como se os ouvidos estivessem cansados de apreciá-las. Mesmo a cerveja, que é bem servida, é de difícil digestão.
A noite se torna ilusão e desapontamento.

Chego em casa e tomo um chá, a fim de terminar bem a noite desgastada...

sábado, 29 de junho de 2013

sendo

Há momentos em que você sente tudo.
Há outros em que você nada sente. Ou acha que nada sente.
Momentos em que você transborda e precisa extravar.
Outros em que sua alma não se arrisca.
Há momentos que você está desencanado.
Outros, preocupado.
Há algumas crises de insegurança - mas que elas só fiquem em "algumas"
Há outras em que você se sente em paz.
Há momentos de ansiedade, tensão, choro.
Outros em que você se sente muito forte.
Há momentos em que você se vê apaixonado.
Outros, que acha que é bobagem.


Ser [Humano] tudo isso em poucos dias é uma experiência e tanto.

No momento estou bem, obrigada.

segunda-feira, 6 de maio de 2013

despedaçada


Acho que preciso de terapia, de uma dose de amizade, de fortalecimento. Há tempo não me sentia tão quebradiça por dentro e não consigo entender a causa. De dia tento catar meus pedaços e tem noites que parece que o mundo vai acabar. Até sonhei com o Apocalipse. Fica assim não, menina, que a dor um dia vai passar. Ela sempre passa. A menina aqui precisa de uma dose de coragem e outra de esperança.

sexta-feira, 22 de março de 2013

coração


E é nesse montarel de pensamento que às vezes escuto meu coração, já tão cansado de esperar e de sofrer por tantos amores perdidos e lágrimas à toa. Não é fácil ouvi-lo; a razão quase sempre falou mais alto. Ainda sim, devido a ela, neste momento decido esperar o tempo certo, esperar para me reconciliar e saber que há coisas que guardamos para nós mesmos, memórias. Mas juro que tento escutar, e ele não só fala, como grita, talvez há algum tempo desde que eu pude perceber que poderia amar de novo. Mas eu espero, como quem ferve a água mas não deixa ela transbordar; afinal, a vida não deve ser se jogar, se arriscar e ter certeza de tudo antes de pensar. A vida é incerteza, o amor também.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

atrasada


Estou para escrever este post há milênios e parece que, neste tempo de ócio improdutivo, eu não conseguia escrever, alinhar, transformar em texto estes pensamentos e sentimentos presos na minha garganta, ou no meu cérebro, mais precisamente no córtex, onde se produz a linguagem e os pensamentos. Afinal, escrever é tornar o pensamento, através do sistema linguístico, em uma lógica onde há um começo, um meio, um fim, e tudo que eu menos tinha por esses tempos era a capacidade, ou melhor, o êxito em transformar meus sentimentos em palavras, ou mais precisamente, em palavras que pudessem formar sentenças ou períodos que se completassem semanticamente.
Mas cá estou, relutando em escrever algo bom. Afinal, eu preciso me ouvir (no caso, me ler) para conseguir me entender, e o blog é um espaço para isso. E a verdade é: cada dia, para mim, tem sido uma luta entre entender o que eu quero, o que eu possuo e o que eu faço.Viver nunca me pareceu um complexo de tantas emoções juntas que se transformam na atual e principal delas: a fragilidade.
Há duas semanas atrás, posso me dizer que me sentia tão segura e preparada, tão forte e tão feliz. Agora, me vejo quase como em um labirinto sem saída, destes que a vida traz para nós de vez em quando. Acho que não me sinto insegura, mas sim me sinto frágil. Não frágil de fraca, mas frágil por não estar convicta e feliz com o que tenho, de não estar devidamente satisfeita e por perceber que a vida é muito mais forte do que acreditava que ela fosse. Mesmo tentando, eu ainda não encontrei sentido nem felicidade onde atualmente estou. Penso em voltar, mas seria crueldade com minha própria coragem, ou seja, seria covardia não tentar mais um pouco.
Sobre o amor, eu já nem mais o que pensar sobre ele. Acredito estar onde estou por causa dele. Mas também sinto-me em outro patamar, em outra realidade, sinto-me outra pessoa, e esta fragilidade me impede de querer muitas coisas.

Tudo o que peço é que eu me faça, ou então, já não sei mais, "façam-me" viver novamente.

domingo, 2 de dezembro de 2012

ironia

Uma vez um amigo meu discutiu comigo algumas questões sobre futuro, expectativa, desejo. Ele me disse que detestava o Brasil e que, se seu pai fosse algum dia trabalhar nos EUA, ele com certeza iria junto.
Eu disse a ele que não tinha esse anseio pois não dava pra esperar algo de tamanha magnitude. Estou estudando para servir ao meu país e o mais sensato a fazer era ficar por aqui e trabalhar em prol da educação brasileira. Um desejo palpável.

Ironicamente, o pai do meu colega faleceu e o meu vai estudar nos EUA.

e nessas horas eu engulo seco.

sábado, 15 de setembro de 2012

Paciência

A verdade é nua e crua: não tem por que se desesperar. Calma, que tudo tem o tempo certo pra acontecer. Acho que uma das grandes questões da vida é, "por que não aconteceu sendo que me esforcei tanto?".
Não era a hora, por mais difícil e doloroso que seja para todos os seres humanos entenderem isso. Sei que parece simplista toda essa argumentação, e de certa forma o é. Mas acredito ser a verdade mais verdadeira que existe. Quanto mais ansiedade, mais infelicidade. Então não há porquê se desesperar e querer que tudo aconteça em um certo momento.
Deixa a vida, que ela dá conta do recado. É tão simples. Ou não.

quarta-feira, 8 de agosto de 2012

pra eu me lembrar

"(...) Mas eu sei que quando desabrochar, ela será a mais bela de todas."

- do filme Mulan

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

a vida é um samba

Já dizia Vinícius de Moraes, "Mas pra fazer um samba com beleza / É preciso um bocado de tristeza", em "Samba da Bênção":



Sábias palavras, bela música!
Até mesmo porque a vida é assim mesmo. E espero levar essa sabedoria pra minha vida inteira, por isso escrevo esse post.

"Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão"

segunda-feira, 23 de julho de 2012

concretude

bolsa, sapato, dinheiro, chão, casa, porta, relógio, hora, papel, livro, janela.

eu só tenho sonhado com essas coisas. to concreta, prática, ativa. as metáforas se foram dos meus sonhos e agora nem preciso mais de Freud pra explicar.

pouca ilusão, pouca poesia, pouco sentimentalismo.
até me estranho... mas me sinto muito bem, obrigada.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

"you make your own luck"


"You make your own luck, Gig. You know what makes a good loser? Practice." - Hemingway, Ernest.

Esta frase é ótima e me fez pensar em muitas coisas da vida [lembrando que ela está decontextualizada e que possui várias formas de interpretação]. Faz muito sentido, por mais louca e paradoxal que possa parecer. Comecemos por sua tradução: "Você faz sua própria sorte (...). Você sabe o que faz um bom perdedor? Prática". C'est vrai! Quando nos lamentamos muito por alguma coisa não dar certo parece que a sorte vai embora e fica cada vez mais longe. "Mon Dieu (to afrancesada hoje), porque raios a vida não anda? Por que não encontro o amor da minha vida? O trabalho ideal? Por que tenho dor de garganta justo no dia do show da Regina Spektor?". É claro que a sorte é algo meramente aleatório a nós e podemos sim ter um Rio de Janeiro com muita chuva e neblina (como aconteceu comigo) como podemos ter um Rio de Janeiro com muito sol e calor e belas paisagens a vista. Está certo, fato. Mas, como tudo nessa vida, eu posso pensar que tive muita sorte em ter um Rio de Janeiro sem sol porque, imagine só eu, branquinha, andando naquele sol de rachar mamona! Eu poderia estar agora com muitas queimaduras ou até então reclamaria do sol o tempo todo por lá.
Obviamente que estou simplificando por aqui, mas acredito que a vida seja assim... A sorte vem e vai, mas tudo depende de como lidamos com ela ou a falta dela nas nossas vidas. A partir do momento que você pensar que o fato de não achar o amor da sua vida pouco importa neste momento, aquilo deixará de ser uma má sorte porque a importância a isso também será pequena, então seu impacto será menor. Se você der seu devido valor, você vai parar de reclamar que seu emprego é mediano e você não o considerará mais uma má sorte. Assim como também tenderá a se preocupar menos com a sorte em si, mas sim viver o que lhe é apresentado e buscar ser feliz com isso.
Não que a boa ou má sorte não existam... já me considerei muito sortuda em algumas coisas e com muita pouca sorte em outras, mas quero parar de pensar assim. Aliás, reclamar, lamentar, ficar de "mimimi" só levam à falência. Posso constatar. E tem gente menos cética do que eu que diz que tem um lance de boas vibrações ou ruins que influenciam toda nossa vida. Se a gente pensar positivo, teremos um retorno positivo e vice-versa. Se existem boas energias ou não eu não sei, mas o conceito tende a funcionar, então estou acreditando. A partir do momento que parei de julgar as coisas como boas ou não, passei a tirar mais proveito delas. Eu fiz minha própria boa sorte, e que continue assim ;)

sábado, 30 de junho de 2012

cansei de pensar

Acho que cheguei a um ponto da minha vida que passei a encarar tudo de uma maneira diferente. Não que essa maneira seja comunal a todas as instâncias, mas em geral sinto que estou menos paciente, mais exigente e me transbordando mais quando sinto algo negativo, como a raiva. Antes, sentia muita tristeza, chorava muito e a guardava muitas vezes pra mim. Sinto que agora quero dar um pé na bunda em tudo que não me favorece e não sei se essa postura tem sido, de fato, boa. Porque então, sem a paciência, desisto de muitas coisas que poderiam ter um final feliz. Peraí... final feliz é o que eu não espero também! E aí penso que, na verdade, meu foco é outro. Meu foco no momento é o presente e só ele, por isso a falta de paciência pra certas coisas difíceis e que se ajustariam com o tempo. Por isso a não internalização da dor e seu esvaziamento através da raiva. Por isso também uma visão que não foca o planejamento e a ansiedade, mas sim as coisas boas que acontecem no momento. E quer saber? Acho que há tempos não vivia tão bem porque eu não estou ancorada em nada que não seja atual. Tudo o que eu aproveito e tenho no momento são certezas de coisas que, neste presente, me completam. Sobre o futuro tenho muitas idéias e expectativas e até algumas tristezas marcadas, as quais não adianta nada eu pensar agora.
Acho que cansei de pensar a vida como uma sequência de coisas que devem se encaixar sempre. Cansei das ansiedades e medos de experiências passadas. A gente vive tanta coisa e percebe que nada mais importa, mas sim a felicidade que conquistamos e não a que sempre procuramos conquistar.
O que eu quero é enfrentar todo e qualquer medo para viver e ser hoje feliz...

segunda-feira, 28 de maio de 2012

tempo ao tempo

Como já diziam os sábios, "dê tempo ao tempo".
É incrível como para algumas coisas o tempo passa tão rápido e, pra outras, leva uma eternidade. Dar tempo ao tempo para ser decidido (pelo tempo? por nós?) como as coisas correrão é um processo interno, do psicológico, muito mais do que o tempo ditado na Física. Por isso mesmo que o tempo é relativo, e que muita coisa pode mudar em um tempo pequeno mas, por conta de sua importância e grande impacto, parece que se passaram dias ou anos. Ou então alguns dias ou anos que parecem não passar porque está tudo como sempre foi.
O luto e sofrimento é desses tempos que parecem não ter tempo certo pra acabar. Sobre a felicidade, dizem que dura pouco. Sobre o amor, que seja eterno enquanto dure. O tempo também anda junto com as saudades, sempre, e nos mostra como um paradoxo incontestável (faltam apenas dois dias pra eu ver fulano! mas parece uma eternidade...).
A ansiedade é o sentimento que tenta ultrapassar o tempo e é um dos piores e mais recorrentes sentimentos da pós-modernidade (Bauman?).

Dê tempo ao tempo.
De tempos em tempos...

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Ando tão à flor da pele

"Meu desejo se confunde com a vontade de nem ser..."

Zeca Baleiro, te compreendo

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Corpo é alma

Estava difícil digerir o problema. O estômago queimou.
Era rancoroso, não conseguia amar. Infartou.
Pensava demais e agia de menos. Dor de cabeça.
Sabia que o término daquele casamento a impediria de ter um filho. Mioma no útero.
Sentia que faltava algum preenchimento. Muita fome.
Tinha e sentia muito amor. Ficou magrinha rápido. E é por isso que dizem que quem tá apaixonado perde a fome...

TensãoPré

Caramba... taí uma das piores coisas existentes na (minha) vida de mulher: a TPM. Hoje por algumas horas eu achei que o mundo ia acabar, tive vontade de chorar horrores, e ainda me segurei pra não falar asneiras a terceiros. Ou seja, sou eu me contendo o tempo inteiro. É uma luta infindável, sem dúvidas. E muito, muito desgastante. E sempre dá em empate.
Eu sei que só vou ganhar quando cair o nível de progesterona do meu corpo...

(e é aí que me pergunto... quantos % somos psique? e quantos % somos hormônios? dá pra entrar algum tipo de matemática aí? ah, a metafísica...)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

pra ser gente grande...

...leva tempo. e esforço.

mas, afinal, o que é ser gente grande? crescer, sair da casa dos pais, se formar, arrumar um bom emprego, se casar, formar uma família? acho que também. mas ainda falta alguma coisa.

o amadurecimento é algo muito mais difícil e complexo do que se pensa. não vem com a idade, nem com o gênero e nem com a escolaridade. vem com a experiência? também, mas não só. acho que tem algo de muito individual em cada um que proporciona o amadurecimento. alguns precisam de algumas experiências para se firmarem maduros, mas talvez se uma outra pessoa tivesse as mesmas experiências, não teria o mesmo efeito... mas o que seria o amadurecimento então se não é somente todas as coisas citadas acima? ainda acho que é muito mais. é um processo árduo, muito árduo. é preciso paciência, sensibilidade, algumas dores para se alcançar um maior amadurecimento.
em suma, acho que amadurecimento é, principalmente, segurança. quando a pessoa começa a se sentir cada vez mais segura com suas decisões, é porque está amadurecendo. amadurecer é, também, largar tudo o que remete ao passado no passado. se desapegar de alguns objetos, rótulos, coisas de criança, por exemplo. ou então se olhar no espelho e se enxergar diferente, mais bonito, mais forte, mais feliz. é ter desejos e anseios de uma vida próspera e lutar para conseguir isso. é aceitar a vida como ela é e aprender a tirar proveito disso. é se firmar com os pés no chão, sonhar e fantasiar menos. é compreender o outro e suas dificuldades.

[dedico meu post ao aniversariante do dia, meu amigo Jonas]

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

(sem direito a título)

Apesar de certas coisas não terem dado certo, a garota humilde de grandes anseios sabia que tudo o que havia se passado não foi em vão; valeu a pena. Apesar de algumas vezes solitária e imaginativa, vivia todos os dias com o maior proveito que pudesse conseguir, e amava a muitos, amava muito.

Quando ela soube que ele estava morto e que tudo que haviam passado tinha sido em vão, que agonia. Ele está podre, faltava só enterrar. As palavras soavam sarcásticas, irônicas, frias, tristes, por mais que não passassem de brincadeirinhas na tentativa de suprir uma conversa casual.

Ela não sabia o que deveria sentir. Ser durona? Julgar? Aconselhar? A menina tentava de maneira sutil e doce - como não conseguia fazer de outra meneira - alertá-lo do suposto inferno que o esperava. E torcia para que, desta vez, ela estivesse enganada.