Post escrito em 2009 no site Last.fm.
Listo a seguir alguns álbuns que marcaram a minha adolescência desde 2002, e não necessariamente os meus álbuns de maior prestígio atualmente. Nostalgia total.
1. Let Go (2002)
A
pose de 'roqueira rebelde skatista' de Avril Lavigne, em junção a
letras sobre problemas de
mocinhas-adolescentes-que-choram-por-namorado-e-dão-a-volta-por-cima e
melodias pop um tanto quanto cativantes fazem de Let Go um dos melhores
álbuns Pop dos últimos anos, e totalmente marcante em minha
adolescência. O próprio Design simples do encarte, com fotos borradas e
letras escritas à mão chamavam a atenção de um público que já estava
cansado das cantoras pops 'certinhas e cor-de-rosa'. Até hoje ouço o
álbum com gosto. Talvez não com o mesmo gosto de uns 5 anos atrás, mas
admito que ainda pulo de alegria ouvindo Sk8er Boi. A Avril nunca mais
fará algo assim. Nota 10.
Para ouvir hoje e sempre: Sk8er Boi, Complicated
2. Century Child (2002)
All the same take me away, we're DEAD TO THE WORLD! ;_; Ainda
considero o Nightwish a melhor banda - e a única que consigo ouvir - do
gênero metal melódico de vocal feminino, e este álbum é formidável.
Conheci os finlandeses pelo Once,
lançado em 2004, mas foi o Century Child que me fez cair de ouvidos
pela genialidade do Tuomas. As guitarras pesadas, o ar melancólico e
ultra gótico, e as letras a la Goethe fazem deste álbum o melhor do
Nightwish. A voz de Tarja está belíssima, e a Orquestra Filarmônica da
Finlândia fez um ótimo trabalho também. O cd inteiro é bom, e recomendo
ouvir na seqüência correta, já que as melhores músicas são as primeiras e
as últimas, criando um nuance interessante.
Para ouvir hoje e sempre: Ever Dream, Bless the Child, Beauty of the Beast.
3. X&Y (2005)
X&Y
foi um dos álbuns mais marcantes em minha vida, até mesmo por ter sido
lançado e eu ter escutado numa época muito agoniante pra mim, no começo
de 2006. Eu não conhecia Coldplay até então, e quando ouvi o singelo
piano e a voz doce de Chris Martin em Fix You, foi amor à
primeira ouvida. Entretanto, as músicas me entristeciam ainda mais, só
que ainda assim eu as ouvia (sim, foi um momento emo de minha vida).
Voltei a ouvi-lo agora em 2008, com muito mais atenção, e posso dizer
que peguei ainda mais gosto pela coisa. Recomendo.
Para ouvir hoje e sempre: Fix You, Swallowed in the Sea, The Hardest Part
4. Ghost Of A Rose (2003)
Sem
palavras pra descrever este álbum. Muito bom seria pouco, mas posso
dizer que foi graças a ele que peguei gosto pelo gênero celta/medieval, e
venero Ritchie (ex Deep Purple e guitarrista-mor) por ter montado uma
banda como essa, além de ser o cara mais sortudo do mundo por ter se
casado com a Candice Night (eles são algo como A Bela e a Fera da
música). Por fim, posso dizer que os bandolins, os violinos, o violão
de Ritchie, a voz de Candice e o ar bucólico-pueril do álbum faz dele
algo muito gostoso de se ouvir. Recomendo para dias de relaxamento, ou
enquanto você estiver jogando Zelda.
Para ouvir hoje e sempre: Way To Mandalay, Cartouche, Loreley
5. I Megaphone (1998)
Este álbum foi o primeiro do qual eu tive contato com algo mais eletrônico. Eu já havia ouvido o Speak for Yourself,
mas foi o I Megaphone que me fez gostar do gênero. Com canções fortes e
de temas subjetivos, a Imogen fez algo diferente aqui, bem menos Pop e
mais ousado. Aliás, este álbum é bem diversificado. Temos músicas
tristes como Candlelight, músicas 'em transe' como Sweet Religion e Rake it in, até sedutoras como Come Here Boy e Whatever. Graças à Imogen que hoje gosto de Patrick Wolf e afins. Beijos pra ela! (o fato do Leandro ter me apresentado estes artistas também conta?)
Para ouvir hoje e sempre: Come Here Boy, Candlelight, Angry Angel
6. Life in Cartoon Motion (2007)
Este
é o álbum mais gay e mais feliz de todos os tempos, e pode ter certeza
de que ganha de qualquer outro do Village People que eu sei que você tem
junto à sua coleção de cds dos Rolling Stones. Enfim, este álbum - o de
estréia de Mika - me traz felicidade até hoje quando o ouço. É de
deixar qualquer pessoa depressiva curada instantaneamente. E como um
álbum feliz, também marcou uma época feliz da minha vida, em meados de
2007. Apelativo ao Pop, o Mika acertou em cheio nas canções. Sem contar
que a voz dele é extraordinariamente sensacional, sendo comparado até
mesmo ao Freddie Mercury do Queen. Anda ouvindo Radiohead demais? Ouça
Mika para equilibrar.
Para ouvir hoje e sempre: Grace Kelly, Lollipop, Love Today
7. Soviet Kitsch (2004)
O
Soviet Kitsch é, de longe, o melhor álbum da Regina, e um dos meus
favoritos de sempre. Diferente de tudo que eu já tinha ouvido até então,
de primeira eu não gostei do cd. Após algumas insistidas fui pegando
gosto pelas músicas, e hoje acho o álbum inteiro genial. A faixa Us,
por exemplo, é a faixa mais linda feita por Regina, e acredito que
dificilmente existirá outra igual. Mas já aviso a todos os interessados
(alguém?) que é um álbum de difícil digestão, e a maior parte das
músicas é praticamente só piano e voz. São músicas tristes e bonitas na
maior parte, e com aquele charme que só a Regina consegue dar. And it's
contagious!!!
Para ouvir hoje e sempre: Us, Ode to Divorce, The Flowers
8. Abbey Road (1969)
Considero o Abbey Road o melhor álbum do "Quarteto Fantástico", talvez junto com Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band. Ou junto com o The White Album?
Não sei. O Beatles tem tanta coisa boa que fico muito em dúvida, mas,
este álbum sim foi marcante pra mim. Me apaixonei primeiramente por She's so Heavy,
mas as outras faixas são ainda melhores. Inovador, diferente, genial.
Tudo o que posso dizer sobre o último álbum gravado pelos Beatles. Chave
de ouro do rock.
Para ouvir hoje e sempre: Here Comes the Sun, Something, Golden Slumbers, The End
9. Viva la Vida or Death and All His Friends (2008)
Demorei
também a pegar gosto por este, mas hoje posso dizer que o álbum mais
diferente do Coldplay é também o mais encantador. Com músicas muito mais
bem elaboradas e o uso de uma instrumentalização totalmente
diversificada, Viva La Vida Or Death and All His Friends supera muito as
expectativas. Como sempre genial, o Coldplay conseguiu manter a
qualidade mudando bastante o estilo. Muito marcante para mim neste
começo de vida nova agora em 2009. Recomendo a todos de bom gosto
musical!
Para ouvir hoje e sempre: Viva la Vida, Life in Technicolor, Death and All His Friends, 42
Pois
é isso aí. Creio que muitos álbuns ainda serão marcantes em minha vida.
Mas antes de postar sobre eles, é preciso vivê-la também. Beijos a
todos e obrigada por chegar até o fim! =)
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
sábado, 3 de maio de 2014
poeminhas antigos
Que surpresa boa! Estava fuçando em um computador que usava há uns bons anos atrás e achei um arquivo com algumas poesias que escrevi na época! Posto para não perdê-las e para vocês apreciarem :)
(estava na adolescência quando os escrevi)
autoria: Mariana Rosa
(estava na adolescência quando os escrevi)
autoria: Mariana Rosa
Amor florido (Maio/2005)
Assim como a vida,
Assim como o desabrochar dos
fatos,
O amor é como uma flor.
Uma flor que de seu pequeno
botão
Miúda envolvida em sua
corola ainda imatura,
Cresce lentamente a
despertar.
Ora, o amor não é nada mais
Nada a menos do que uma
flor.
Uma flor que floresce,
cresce mas um dia adormece.
Adormece já pobre em cores,
Pobre em alegria e ousadia.
Seu tempo acabou,
Sua vida já terminou.
E se houver alguém que ouse
me dizer
“o amor não há de terminar”,
Este alguém não sabe entender
Que uma flor irá sempre
despetalar.
O olhar (Outubro/2003)
O olhar,
Sentido simples da vida
Para que possamos enxergar.
O olhar,
A porta mais aberta
Para nossos sentimentos
libertar.
O olhar,
Seja ele frio, esperançoso
É sempre ele a nos avisar.
Não precisamos de palavras,
Basta o olhar para nos
contrariar.
Serei feliz se um dia
Esse olhar
Amor me demonstrar.
Mas cuidado
Esse olhar pode muito bem
A flor murchar.
Olhar triste é como
Imensa escuridão
Indo aos poucos se acabar.
Ah, se eu pudesse o mundo
mudar!
Já estaria bem longe
O frio e triste olhar...
Só nos resta então
Olhar a imensidão
Seja ela dentro ou fora de
nós...
Olhares nos olham
Nós olhamos olhares
Temos muito do que
desfrutar.
Pois um dia
Nosso olhar ira terminar
Para num novo mundo ele
acordar.
Encontros perdidos (Outubro/2004)
O tempo vai passando,
A hora vai chegando.
E posso, a cada segundo,
Sentir-me mais perto de ti.
Mais perto do seu aconchego,
Mais perto do seu carinho,
Mais perto do seu calor.
Mais perto da minha
felicidade.
Espero a hora chegar
Para o encontro de olhares
Para a volta dos abraços
Para finalmente a saudade
poder espantar.
Espero, e finalmente chega
Chega a angústia de querer
te ver
De te encontrar no meio da
multidão
Por mais barulho e confusão
que possa haver.
Gente, muita gente passa,
Abraça, reencontra.
Choro, angústia.
Tudo ali podia notar.
E sentada, ali espero
Já era hora, e não te vejo
Não te encontro, não te
percebo.
Então, o ônibus vai-se.
Coração apertado.
Mas, finalmente pude
encontrar-te.
Sentado, também esperando.
Esperando também a
felicidade.
A felicidade que é levada.
Levada por rodas,
E que demora a chegar.
Finalmente
pude notá-la.
Só me entristeço quando
penso
O que te trouxe à mim
Há de levar-te embora
Novamente.
Posso nunca mais ver seu
rosto
Posso nunca mais sentir o
seu toque
Posso nunca mais lembrar-me
de ti
Só espero encontrar-te de
novo.
Milênio (2002)
Milênio, milênio
Substantivo tão complicado
Representando mil anos
passados
Milênio, milênio
Substantivo de grande
extensão
Representando mais mil anos
Que ainda passarão
Seremos todos iguais
Com cabeça, tronco e
membros?
Ou mudaremos nossa
arquitetura
ao finalizarem os Dezembros?
Saberemos brincar
e nos divertir?
Ou seremos imóveis
Fincados no cimento sem dele
sair?
Seremos inocentes
no futuro?
Ou seremos corruptos
escondidos por trás dos
muros?
Ficaremos presos
aos computadores e máquinas?
Ou brincaremos no ar livre
e ainda beberemos leite de
vaca?
Se pelo menos pudéssemos
Avançar ao futuro
e ver como estão as coisas
por lá,
Apagaríamos todas as dúvidas
que existem no mundo de cá.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
poeminha da madrugada doída
Das pálpebras pesadas
Do coração partido
Vejo-me encantada
Ainda sob seu feitiço
Em certa tristeza sigo a vida
Coração injusto
Mente esperta: nada sentida
O real me desgasta
A vida dura me corrói
Quero viver de fantasia
Meu coração ainda dói
Mata-me, coma-me ferida
Engula a realidade
Traga-me a miragem
A uma alma perdida
sábado, 1 de março de 2014
Solidificada
A solidão sempre esteve presente nos momentos em que me pegava distraída. De início não gostava e achava que sua existência era algo ruim. Incomodava-me também com sua maneira arrogante e decidida de se aproximar, quase que impondo seus modos sobre os meus. Mas aprendi a aceitar e há tempos nosso relacionamento se tornou até que confortável. Ela costuma bater na porta sem avisar previamente que viria, entra algumas vezes sem minha permissão e fica eternamente nas salas do meu consciente, quase que tomando conta dos meus desejos mais profundos e anseios emocionais. Chega a ser irritante, mas com o tempo me acostumei bem.
Recentemente ela se afastou de mim e admito que senti falta de sua presença marcante, não sabendo o que fazer para substituía-la. Quando me vi com ele, ela, enciumada, se escondeu no mais profundo do meu corredor do consciente, quase na ala do imperceptível. Me esqueci dela por um tempo, por horas, dias e até mesmo meses.
Há duas semanas ela voltou, bateu novamente à minha porta, encabulada e cabisbaixa, perguntando se podia entrar. Eu relutei dessa vez, afinal, que tipo de relacionamento é esse que, depois de tanto tempo presente, decide sumir e voltar quase que sem explicações, satisfações ou então um arrependimento. Mas abri as portas mais uma vez. Ela entrou, sentou no
sofá e debochou da minha cara, dizendo que sempre esteve à espreita para voltar a me conquistar e disse que já sabia que conseguiria. Convencida.
Arrependi-me mesmo por algumas horas por tê-la deixado entrar, mas agora me (re)acostumei com sua irritante presença.
Bem-vinda de volta, solidão.
Recentemente ela se afastou de mim e admito que senti falta de sua presença marcante, não sabendo o que fazer para substituía-la. Quando me vi com ele, ela, enciumada, se escondeu no mais profundo do meu corredor do consciente, quase na ala do imperceptível. Me esqueci dela por um tempo, por horas, dias e até mesmo meses.
Há duas semanas ela voltou, bateu novamente à minha porta, encabulada e cabisbaixa, perguntando se podia entrar. Eu relutei dessa vez, afinal, que tipo de relacionamento é esse que, depois de tanto tempo presente, decide sumir e voltar quase que sem explicações, satisfações ou então um arrependimento. Mas abri as portas mais uma vez. Ela entrou, sentou no
sofá e debochou da minha cara, dizendo que sempre esteve à espreita para voltar a me conquistar e disse que já sabia que conseguiria. Convencida.
Arrependi-me mesmo por algumas horas por tê-la deixado entrar, mas agora me (re)acostumei com sua irritante presença.
Bem-vinda de volta, solidão.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
mary jane bot
Alguém para onde eu podia ser intensamente vivida, há o amor.
fonte: http://what-would-i-say.com/ (ou eu mesma)
sábado, 16 de novembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
o homem mais triste
Você, entre todos os homens os quais me aproximei, é o mais triste de todos.
Encara a vida difícil que tem como algo muito simples. "Todos dizem que minha vida é trágica", me disse logo no primeiro encontro. Estranhei, afinal, quem lida com a tristeza de forma tão tranquila e direta a uma desconhecida? Ele conta os tão terríveis causos como se contasse sua rotina. A tristeza é parte de sua rotina, não a estranha nem questiona.
"Não sei se consigo escrever assim como você", disse sobre meus contos. Ele, que tanto gosta de histórias e literatura, não consegue transformar em uma narrativa coerente o que se passa em sua cabeça. "Você não conseguiria dar coesão nem coerência a um texto, não é?", perguntei a ele. "Isso mesmo". A minha teoria estava certa...
Gosta de mostrar os livros que havia comprado, gosta de contar algumas coisas que havia lido. Isso eu gostava nele...
Gaba-se quando se vê como louco; ele não só não esconde a loucura como faz questão de mostrá-la a todos. Orgulha-se em ser louco, em vestir essa máscara. Não pensa nas consequências de sua loucura, tampouco sabe lidar com o que se passa em sua cabeça. Ele é um louco que jamais procurará ser menos louco. Afinal, ser louco é tudo que ele tem, é tudo que ele é. Se ele perder isso, quem passará a ser?
Entre os momentos que vivi ao seu lado, o seu passado é tão vivo que aparece a cada minuto de conversa com ele. "Eu quase morri várias vezes", ele disse. "Pois então, você é praticamente um super-homem", eu brincava, querendo trazê-lo ao presente. Mas ele não consegue permanecer no presente por muito tempo; sua memória triste é tão viva, senão mais viva que qualquer acontecimento feliz (ou atual) de sua vida. Triste.
Entre os momentos que vivi ao seu lado, o seu passado é tão vivo que aparece a cada minuto de conversa com ele. "Eu quase morri várias vezes", ele disse. "Pois então, você é praticamente um super-homem", eu brincava, querendo trazê-lo ao presente. Mas ele não consegue permanecer no presente por muito tempo; sua memória triste é tão viva, senão mais viva que qualquer acontecimento feliz (ou atual) de sua vida. Triste.
Consegui trazê-lo ao presente por alguns dias, talvez. Os dias os quais ele disse que não parou de pensar em mim; os quais a gente riu e fez piadas juntos. Os quais me senti gostando de um moço triste que havia, pela única vez, mostrado um lado o qual não esparava nem conhecia. Mas não durou por muito tempo. A tristeza venceu mais uma vez e voltou a contar histórias do seu passado sombrio. Uma vida difícil.
Mas nada é mais difícil do que sucumbir à tristeza e à memória dessa forma. Você é o homem mais triste que eu já beijei.
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