Tenho percebido, ao passar das minhas leituras, reflexões e posts, que a vida é minuciosa e rica demais para se evitar que fale dela. Que pense sobre ela. Que sofra nela. A leitura tem me feito sentir muito caos - já até cogitei a possibilidade do meu problema ser porque eu leio demais - mas ao mesmo tempo, como que dialeticamente, ela se torna sempre minha salvação (obviamente que aquela boa leitura: um bom livro, uma boa reflexão, uma boa poesia, um bom blog...). Através dela eu acredito e desisto, eu nasço e morro, eu rio e choro.
A vida tem dessas coisas. Estamos sempre sujeitos aos sentimentos, angústias, felicidades. E isso vem e vai, pode nos destruir ou construir, ou até mesmo ambas as coisas. Dentro de mim e de todos nós tem um universo. Dentro de mim há lágrimas e risos, há inconstâncias, há insegurança, há amor. Não tenho tido mais medo de me arriscar, de encarar, de aprender; e, em congruência, tenho sofrido por muitas coisas que tenho arriscado e que, no fim, não se concretizaram. Mas tenho sentido a vida como ela é, e essa sensação é mais do que ler um bom livro ou uma boa poesia. É mais do que pensar e tentar entender sobre tudo. Tenho apenas 20 anos de idade e tenho muitas coisas a aprender dessa vida - e espero aprender muito cada vez mais. Uma das minhas certezas sobre ela é que é inevitável sentir e muitas vezes é inevitável sofrer. Tenho percebido também que tentar entender muitas vezes não leva a nada. Às vezes é importante se 'conformar', é importante ser honesto consigo mesmo e com os outros, e é importante saber que nem sempre as pessoas são honestas com você e que você não tem a fazer quanto a isso. É importante saber que um dia tudo morrerá, mas não significa que você não irá renascer. E esse "renascer" é pra algo melhor.
Semestre passado sofri pouco, estudei muito, li muito, segui os estudos à risco. Não lia por prazer o que eu queria, li somente as coisas da faculdade, que tomavam meu tempo e disposição. Não me envolvi totalmente com ninguém. Era tranquila, passiva, tudo estava "bem".
Esse semestre tudo se remexeu, todo o caos floresceu, larguei os estudos bobos, larguei o que não me importa, li aquilo que eu quis ler, arrisquei um amor que eu acreditei que fosse dar certo, sofri, voltei à fazer terapia, fui em mil festas, bebi, caí e levantei, escrevi esse post.
e por favor, não me deixem mais voltar à velha vida de antes. prefiro um CR menor e uma sensação de que eu vivo.
esse post é dedicado à minha tão querida e amada mãe, após me ouvir chorando e resmungando ao telefone.
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