sexta-feira, 20 de julho de 2012

"you make your own luck"


"You make your own luck, Gig. You know what makes a good loser? Practice." - Hemingway, Ernest.

Esta frase é ótima e me fez pensar em muitas coisas da vida [lembrando que ela está decontextualizada e que possui várias formas de interpretação]. Faz muito sentido, por mais louca e paradoxal que possa parecer. Comecemos por sua tradução: "Você faz sua própria sorte (...). Você sabe o que faz um bom perdedor? Prática". C'est vrai! Quando nos lamentamos muito por alguma coisa não dar certo parece que a sorte vai embora e fica cada vez mais longe. "Mon Dieu (to afrancesada hoje), porque raios a vida não anda? Por que não encontro o amor da minha vida? O trabalho ideal? Por que tenho dor de garganta justo no dia do show da Regina Spektor?". É claro que a sorte é algo meramente aleatório a nós e podemos sim ter um Rio de Janeiro com muita chuva e neblina (como aconteceu comigo) como podemos ter um Rio de Janeiro com muito sol e calor e belas paisagens a vista. Está certo, fato. Mas, como tudo nessa vida, eu posso pensar que tive muita sorte em ter um Rio de Janeiro sem sol porque, imagine só eu, branquinha, andando naquele sol de rachar mamona! Eu poderia estar agora com muitas queimaduras ou até então reclamaria do sol o tempo todo por lá.
Obviamente que estou simplificando por aqui, mas acredito que a vida seja assim... A sorte vem e vai, mas tudo depende de como lidamos com ela ou a falta dela nas nossas vidas. A partir do momento que você pensar que o fato de não achar o amor da sua vida pouco importa neste momento, aquilo deixará de ser uma má sorte porque a importância a isso também será pequena, então seu impacto será menor. Se você der seu devido valor, você vai parar de reclamar que seu emprego é mediano e você não o considerará mais uma má sorte. Assim como também tenderá a se preocupar menos com a sorte em si, mas sim viver o que lhe é apresentado e buscar ser feliz com isso.
Não que a boa ou má sorte não existam... já me considerei muito sortuda em algumas coisas e com muita pouca sorte em outras, mas quero parar de pensar assim. Aliás, reclamar, lamentar, ficar de "mimimi" só levam à falência. Posso constatar. E tem gente menos cética do que eu que diz que tem um lance de boas vibrações ou ruins que influenciam toda nossa vida. Se a gente pensar positivo, teremos um retorno positivo e vice-versa. Se existem boas energias ou não eu não sei, mas o conceito tende a funcionar, então estou acreditando. A partir do momento que parei de julgar as coisas como boas ou não, passei a tirar mais proveito delas. Eu fiz minha própria boa sorte, e que continue assim ;)

sábado, 30 de junho de 2012

cansei de pensar

Acho que cheguei a um ponto da minha vida que passei a encarar tudo de uma maneira diferente. Não que essa maneira seja comunal a todas as instâncias, mas em geral sinto que estou menos paciente, mais exigente e me transbordando mais quando sinto algo negativo, como a raiva. Antes, sentia muita tristeza, chorava muito e a guardava muitas vezes pra mim. Sinto que agora quero dar um pé na bunda em tudo que não me favorece e não sei se essa postura tem sido, de fato, boa. Porque então, sem a paciência, desisto de muitas coisas que poderiam ter um final feliz. Peraí... final feliz é o que eu não espero também! E aí penso que, na verdade, meu foco é outro. Meu foco no momento é o presente e só ele, por isso a falta de paciência pra certas coisas difíceis e que se ajustariam com o tempo. Por isso a não internalização da dor e seu esvaziamento através da raiva. Por isso também uma visão que não foca o planejamento e a ansiedade, mas sim as coisas boas que acontecem no momento. E quer saber? Acho que há tempos não vivia tão bem porque eu não estou ancorada em nada que não seja atual. Tudo o que eu aproveito e tenho no momento são certezas de coisas que, neste presente, me completam. Sobre o futuro tenho muitas idéias e expectativas e até algumas tristezas marcadas, as quais não adianta nada eu pensar agora.
Acho que cansei de pensar a vida como uma sequência de coisas que devem se encaixar sempre. Cansei das ansiedades e medos de experiências passadas. A gente vive tanta coisa e percebe que nada mais importa, mas sim a felicidade que conquistamos e não a que sempre procuramos conquistar.
O que eu quero é enfrentar todo e qualquer medo para viver e ser hoje feliz...

quarta-feira, 13 de junho de 2012

gato escaldado

 principalmente quando a água já é um oceano...


terça-feira, 12 de junho de 2012

ao dia do amor a dois

acordei romântica hoje! ah, l'amour...
amor me lembra beijo, abraço, companhia, carinho, tolerância, respeito, chocolate, flores, Paris! haha
felicidades a todos os namorados, enamorados, amorados, amoras ("amora" é uma fruta doce e vermelha, me lembra também amor...), moradores (os amantes costumam morar um no coração do outro, não é?) , amores, amantes, amados.
mesmo àqueles que tem um amor guardado, ansioso por algo de verdade.
felicidades aos que acreditam num amor verdadeiro mas ainda não encontraram. e também aos que acreditam que encontraram, obviamente.
ah, e não liguem tanto assim pra presente... essa data é mais uma tentativa do capitalismo de conseguir mais dinheiro...
e essa música não sai da minha cabeça:


quarta-feira, 6 de junho de 2012

dicionário

doce, do latim dulce

1. chocolate: trufa, bombom
2. carboidratos
3. "Something", aquela música do George
4. "Loveology", da Regina
5.  você

segunda-feira, 28 de maio de 2012

tempo ao tempo

Como já diziam os sábios, "dê tempo ao tempo".
É incrível como para algumas coisas o tempo passa tão rápido e, pra outras, leva uma eternidade. Dar tempo ao tempo para ser decidido (pelo tempo? por nós?) como as coisas correrão é um processo interno, do psicológico, muito mais do que o tempo ditado na Física. Por isso mesmo que o tempo é relativo, e que muita coisa pode mudar em um tempo pequeno mas, por conta de sua importância e grande impacto, parece que se passaram dias ou anos. Ou então alguns dias ou anos que parecem não passar porque está tudo como sempre foi.
O luto e sofrimento é desses tempos que parecem não ter tempo certo pra acabar. Sobre a felicidade, dizem que dura pouco. Sobre o amor, que seja eterno enquanto dure. O tempo também anda junto com as saudades, sempre, e nos mostra como um paradoxo incontestável (faltam apenas dois dias pra eu ver fulano! mas parece uma eternidade...).
A ansiedade é o sentimento que tenta ultrapassar o tempo e é um dos piores e mais recorrentes sentimentos da pós-modernidade (Bauman?).

Dê tempo ao tempo.
De tempos em tempos...

quarta-feira, 7 de março de 2012

neuro


"Há mais coisas entre o céu e a terra do que sonha nossa vã filosofia",
já dizia o autor Shakespeare em Hamlet
E assim também diria Sacks. O homem que confundiu sua mulher com um chapéu, do neurologista famoso Oliver Sacks é um livro muito interessante. Ao contar casos reais de seus pacientes, o autor o faz de maneira literária e reflexiva e, admito, não dá pra parar de ler até ver o fim. Todos os casos são impressionantes, como o caso do homem que não reconhecia rostos e confundiu sua mulher com um chapéu, ou então o caso do homem cuja memória permaneceu em 1945, logo após o fim da Segunda Guerra Mundial, último momento em que talvez se sentira "vivo" dentro da realidade.

São problemas físicos, neurológicos, mas é intrigante prestar atenção em como Sacks analisa a relação de seus pacientes com suas próprias doenças. E até mesmo como muitas delas são superadas dentro de suas circunstâncias apesar de, fisiologicamente, não terem cura.

Deixo a dica àqueles que são apaixonados pela medicina e psicologia, ou então àqueles que gostam de uma boa leitura.

Prometo que logo mais o blog voltará à ativa.